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o Espiritismo

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Nascimento do Barão do Serro Azul é celebrado em agosto

No mês de agosto há um acontecimento marcante para o CEIC. Seu patrono, o Barão do Serro Azul, completaria o 171º aniversário no dia 6. A atuação marcante do empreendedor no Paraná é um dos grandes fatores para seu reconhecimento, porém para a Casa Espírita sua notabilidade deve-se às ações benéficas que realizou.
Ildefonso Correia foi um empresário que obteve grande sucesso.

Considerado o maior produtor de mate do mundo, ele ampliou sua produção devido às inovações que trouxe, como máquinas a vapor, inovações tecnológicas, o telégrafo e o telefone.
A partir de sua influência, ele buscava expandir os negócios locais, além de empregar pessoas carentes, unindo desenvolvimento social e econômico. A favor da valorização humana, ele lutou para que a escravidão fosse extinguida.

Condecorado herói da pátria apenas em 2008, o Barão do Serro Azul possuiu um papel primordial na Revolução Federalista (1894) ao salvaguardar a cidade de Curitiba. Quando negociou um empréstimo de guerra com os maragatos, ele evitou a invasão e a violência que assolaria a capital paranaense.

Contudo, sua postura foi mal interpretada pela opinião das autoridades, concebida como uma adesão à causa revolucionária. As autoridades decidiram que ele deveria ser julgado, mas o veredito foi abreviado devido à sua morte por fuzilamento em 20/5/1894, na altura do km 65 da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá.

Seus trabalhos todavia, não foram esquecidos pelo movimento espírita. Dono de uma alma sublime, que acreditava no potencial de cada indivíduo, Ildefonso Correia é uma grande inspiração para as tarefas delineadas no CEIC. A homenagem atribuída ao nome da nossa Casa Espírita adquire mais força com a memória de que no dia 06 de agosto nascia um Espírito singular, o qual mais tarde receberia o título de nosso patrono, de quem temos recebido mensagens que mostram que continua vinculado ao Bem e aos irmãos encarnados na Terra.

Vale lembrar ainda as palavras de Balbino Mendonça, um daqueles companheiros que com ele foram mortos na noite de 20/5/1894 e que, em mensagem psicografada no CEIC, disse a respeito do Barão:
“Seguimos-te na morte, embora na Espiritualidade tenhamos tardado um pouco para nos encontrarmos.
Tu tinhas lucidez, que nos faltava. A coragem e o denodo, que te caracterizaram as ações na Terra, eram agora os brasões que te guindavam a patamar diferente do nosso.
No entanto, coração nobre, vieste ao nosso encontro logo mais, amparando a nossa tibieza moral. Barão, recebe a nossa homenagem, neste dia. Desejamos que o mundo saiba como te amamos e como trabalhamos, deste lado, para que a tua memória fosse dignificada.
Graças a Deus que os homens, embora retardando-se no tempo, nos atenderam os apelos e te alçaram ao Panteão da Pátria, herói nacional. Entretanto, se te conhecessem a verdadeira nobreza moral, muitos livros se escreveriam, detalhando-as. Quanto a nós, os que fomos honrados com a tua amizade e a tua confiança, quanto a nós, a quem atendeste na Espiritualidade, obrigado. Jesus seja o teu defensor. Deus te ilumine”.

por Stephanie Munhoz. Com contribuição de Noeval de Quadros

 

 

 
 
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